terça-feira, dezembro 02, 2008
Amália Rodriges
Tive a honra de ser convidado para a antestreia, ontem, em Braga, do filme "Amália", que trata da vida e obra da fadista portuguesa Amália Rodrigues, uma co-produção VC Filmes/RTP que estará nas salas ainda este mês.
O realizador é Carlos Coelho da Silva, que fez já "O Crime do Padre Amaro".
Ficou-me a impressão de que esta obra cinematográfica está muito abaixo do mito criado ao redor da fadista que foi, de algum modo, uma bandeira nacional e teve honras de sepultura no Panteão.
Ao ver "Amália", não pude deixar de fazer uma comparação com a peça de cinema análoga sobre Edith Piaf, que foi sua contemporânea e também rainha dos palcos da República Francesa.
Acho que o "Amália" é pobre, está ao nível do nosso Portugal pequenino de sempre e não destoa da deprimente crise de agora. Não está ali, de modo algum, a "musa mais popular do século" português, como a definiu Eduardo Lourenço em crónica brilhante inserta na revista Visão de 2 de Novembro de 2000 que conservo no meu arquivo.