sexta-feira, novembro 27, 2009
Amar não é Pecado!

E porque os simpáticos estudantes entrevistados anunciavam ali o seu blogue colectivo e deixavam endereço - era o blogue "canonices" -, eu resolvi abrir o dito e deixei comentário. Dizia eu, com palavras respeitosas de leigo católico interessado, que o referido candidato a padre deveria lutar pelo direito de ser, em simultâneo, um chefe de família exemplar e um digno sacerdote, se era esse o seu desejo. Eu estou a citar-me de cor, mas lembro-me de escrever ainda que deveriam ao menos os futuros padres ir abordando na instituição a questão do chamado celibato opcional, dado estar eu muito consciente de que o Matrimónio dos padres era ainda um assunto absolutamente tabu no seio da Igreja.
Ora o meu comentário esteve disponível naquele blogue cerca de vinte e quatro horas, findas as quais foi removido pelos proprietários, bem como foi retirada a disponibilidade de comentários posteriores.
Agora, ao receber eu a notícia de que um tal padre Rui Pereira abandonou o ministério sacerdotal "para fugir com uma mulher", eu lembrei-me daquele episódio, e, se a memória não me falha, o padre daquelas declarações e do subsequente meu comentário é este mesmo. Não é isto incrível?
Devo, pois, terminar este meu post com um apelo ao próprio Papa: Santidade, "deite abaixo esse muro", o muro do celibato obrigatório e do sacerdócio exclusivamente masculino.
E devo ainda deixar a minha palavra de admiração pelo sacerdote apaixonado: senhor padre, seja feliz, que amar não é pecado! Pecado são, seguramente, algumas vidas duplas que há por aí, assentes em supostas santidades públicas e em sexualidades irresponsáveis, secretas, infantis e criminosas.